Prepare o coração e o fígado, que hoje a conversa é séria: vamos falar de “Explosão no Trem-Bala”, um filme que não é só bom… é um forró de tensão que começa no volume máximo e não abaixa nem com promessa de santo forte!

Esse fuzuê cinematográfico é dirigido pelo Shinji Higuchi, o mesmo cabra que já botou o mundo pra afundar em “Japan Sinks” e fez Godzilla correr mais que jumento fugindo de trovoada. Dessa vez, ele pegou o trem-bala, botou uma bomba dentro, e disse: “Corre, se não explode!” Pronto, é o suficiente pra deixar a gente suando mais que maratonista.
🚄 História que não dá ré: entrou, só sai quando explode
(ou não!)

O filme é um reboot do clássico de 1975 que inspirou o filme “Speed” (aquele do ônibus com Keanu Reeves, lembra?). Só que aqui, a bomba tá no trem-bala, o Hayabusa Nº 60, que não pode andar abaixo de 100km/h, senão… BUM! E o vilão ainda quer 10 bilhões de ienes pra não explodir tudo. É dinheiro demais, minha gente.
Dentro do trem, é um bando de gente doida: tem blogueiro metido, política que viralizou pelas besteiras que falou, e um cabra misterioso com cara de quem esconde até a própria sombra. É briga, gritaria, desespero, e uma tripulação que parece funcionário de padaria em véspera de Natal: estressado, mas tentando manter a dignidade.
🎬 Direção e efeitos: como diria mainha, “tá bem feitim, viu?”

O diretor Higuchi não economizou. Teve acesso a trem de verdade, equipamento de verdade, e ainda botou efeito visual do bom. O resultado é um filme que parece mais real que conta de luz no fim do mês. A tensão é tanta que se você piscar, perde alguma coisa importante (ou leva um susto do nada!).
Tem uns personagens que parecem saídos de novela: adolescentes mimados, políticos inúteis, e uns figurantes que você jura que viu no mercado semana passada. Mas mesmo assim, a trama se sustenta com inteligência. Não é aquele filme que subestima a cabeça da gente não, viu? Aqui o povo pensa, se vira e, acima de tudo, colabora — coisa rara de se ver até fora da ficção!
🎭 Atuações: cada um com seu drama, cada um segurando o tacho

O destaque vai pro Tsuyoshi Kusanagi, que faz o condutor Kazuya com uma cara de quem já viu cada coisa nesse Japão que nem imagino. Ele, junto com a motorista e o assistente, segura o rojão com a coragem de quem já apanhou da avó com colher de pau.
O elenco tá afinado, ninguém ali tá só passeando no trem. Cada um tem sua função, seu drama, seu momento de mostrar que herói nem sempre usa capa — às vezes é só manter a calma quando todo mundo tá surtando.
🤔 Mas e o vilão?
O ponto fraco do filme talvez seja a revelação de quem é o tal do bombista. É meio sem graça, não cola direito. Parece quando você espera um queijo coalho e te entregam tofu. Mas ó: não estraga o filme não. Até porque, a essa altura, você já tá envolvido demais pra se importar com o detalhe.
🎯 Veredito
“Explosão no Trem-Bala” é como feira no sábado de manhã: confuso, cheio de gente falando alto, mas você não consegue sair de lá sem ver até o fim. É entretenimento do bom, com qualidade, efeitos bem feitos e aquele tempero nipônico que só o Japão sabe colocar.
Tem seus exageros? Tem. É longo? É. Mas pense num filme que prende sua atenção mais do que criança agarrada na saia da mãe em loja de brinquedo!
Agora prepare sua pipoca e bom filme!
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Observação: Assista com o ventilador ligado e o coração preparado, porque esse trem não para nem pra cuscuz!